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"Tudo o que inspira com a sabedoria, a Verdade ou o Amor -- seja um cântico, um sermão ou a Ciência [Cristã] -- abençoa a família humana com migalhas de conforto que caem da mesa de Cristo, alimentando os famintos e dando água viva aos sedentos."
"O que foi prometido será cumprido"
(Do livro Ciência e Saúde p 234 e 55)

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Siga seu coração para achar seu tesouro. Estudo Metafísico do Acampamento dos Cedros - Tema: A Substância.

CIÊNCIA CRISTÃ - LIÇÃO BÍBLICA
Siga seu coração para achar seu tesouro
11 a 17 de março de 2019
A Substância
Estudo preparado por:
Craig L. Ghislin, C.S. Glen Ellyn, Illinois
craig.ghislincs@icloud.com / +1(630) 830-8683

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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH;
Bíblia A Mensagem - MSG; Ciência Cristã – CC; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB
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Você alguma vez já se preocupou de não ter o suficiente? Talvez tenha se preocupado com recursos na aposentadoria, ou a prestação da casa no próximo mês, ou de pagar o restante do semestre, ou mesmo as compras do armazém de amanhã? Talvez você duvide de suas aptidões, seu talento, ou de encontrar uma esposa ou companheira. No primeiro versículo do Texto Áureo (Lucas 12:32,34) da Lição desta semana, Cristo Jesus promete: “[...] vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino.” Não importa quais sejam nossas necessidades, Deus se agrada em dar-nos o que Seu reino tem a oferecer.
Enquanto o primeiro versículo nos dá conforto, o segundo nos dá motivos para parar e examinar nossas prioridades: “ [...] onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. Henry David Thoreau escreveu: “O preço de qualquer coisa é o montante de vida que você dá por ela”. Isso quer dizer que iremos gastar tempo e nos dedicar ao que pensamos tenha valor. Assim, podemos perguntar-nos: “O que é realmente importante para mim? O que é que eu amo? O que estou realmente disposto a fazer?”.
A promessa de Jesus de que “Deus se agradou” em dar-nos seu reino é muito clara. Com uma tal promessa não há porque temer que nos venha a faltar algo. A Leitura Alternada (Salmos 103:19,22 e 104:13,14,16,24; Provérbios 8:1,10,14,15,18-21) começa estabelecendo a autoridade de Deus. Dada à natureza instável da mente mortal, é um alívio saber que nossa saúde, carreira, lar, finanças e demais áreas de nossas vidas estão seguras, pois sob o reino de Deus toda a criação é abundantemente suprida do que for necessário. A terra está cheia das riquezas de Deus.
Em relação a “riquezas”, notem que as riquezas de Deus diferem das riquezas do mundo. Provérbios nos dizem que a instrução é mais valiosa que a prata, e o conhecimento é melhor do que ouro. A sabedoria leva ao juízo, e nos mantém no caminho certo. As Escrituras prometem que nossos corações, estando repletos de amor a Deus, nossos tesouros estarão cheios da verdadeira substância.

Seção 1: “O amor é algo, se você o compartilha”.
O título acima, tomado de uma canção do Acampamento dos Cedros, me faz lembrar de um velho ditado: “O que você dá, você recebe.” Mas parece que a natureza humana está mais engajada em receber do que dar. Isso, em parte, se deve à crença de que os recursos são limitados e sua distribuição desigual. O mundo parece dividido entre “ter” e “não-ter”. De um ponto de vista espiritual, o suprimento é ilimitado, e disponível a todos igualitariamente. É porque a verdadeira substância de algo é a ideia espiritual por trás desse algo—sua essência. Tudo o que parecemos “ter”—seja uma posse material, uma ocupação, um talento, um relacionamento—não é nosso, é um reflexo de Deus. Eis um preceito bíblico: ´dá primeiro, e então o que bem que fazes voltará a ti´. Daí ser natural, de um ponto de vista espiritual, “honrar o Senhor” (B1, Prov. 3:9) pelo hábito de retornar algo. As Escrituras dizem que devemos dar a Deus aquilo que é substancioso para nós—o melhor que temos. Em assim procedendo, abre-se o caminho para imensos tesouros diretamente dos céus (B2, Deuter. 28:12). Poderíamos pensar no ciclo de dar primeiro e receber depois a bênção como a versão espiritual do: “Círculo da Vida”. O bem sempre retorna a você. Reconhecer que todo o bem que temos vem de Deus nos liberta de qualquer senso pessoal de possessão (B3, 1 Crôn. 29:11,12). Tudo o que temos vem dEle, e nós espontaneamente Lhe damos a glória.
O livro texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, por Mary Baker Eddy nos diz: “Toda a substância, a inteligência, a sabedoria, a existência, a imortalidade, a causa e o efeito pertencem a Deus” (CS1, p.275). Basicamente, isso quer dizer: se Deus não cria, então não foi criado; se foi criado, Deus o fez. Provindo de Deus, toda a verdadeira substância nunca pode ser alterada, diminuída, retardada ou obstruída em qualquer circunstância. Tudo o que aparente danoso, ameaçador ou desarmonioso, não tem como ser real porque não provém de Deus.
Tudo o que é verdadeiramente real é uma ideia espiritual composta, “que reflete através do senso espiritual (CS2, p. 468). Para o senso material, Deus é invisível e incompreensível, porque Ele só pode ser conhecido e compreendido através do senso espiritual (CS3, p. 140). Sendo assim compreendido, as bênçãos resultantes são infinitas.

Seção 2: Mais fino que ouro.
O salmista nos alerta contra confiar em riquezas terrenas (B4, Salmo 62:10). John Calvin (1509-1564) explica: “Assentar o coração sobre riquezas significa mais do que apenas ambicionar a posse delas. Implica ser carregado por elas para uma falsa convicção [...] na verdade, o mais temível efeito de um espírito desse tipo, cego e desgovernado [...] na intoxicação de grandeza externa [...]”. Ter uma visão hiper-inflada de nossas próprias capacidades restringe severamente nossa habilidade de confiar em Deus como a verdadeira origem de tudo o que temos. Quando reconhecemos Deus como a origem de tudo o que é bom, é muito natural amá-lO de todo o coração (B5, Deut. 6:5). Como John Gil (1697-1771) coloca, deveríamos amar a Deus “com um amor superlativo, acima de quaisquer criaturas; com todos os afetos do coração, com grande fervor e ardor de espírito, na sinceridade da alma, e com a força da graça que o homem tenha [...]”. O pregador ordena que depositemos todos nossos esforços na busca de sabedoria e conhecimento como se buscássemos por prata e ouro (B6, Prov. 2:1-5). Esta metáfora não significa apenas labutar com igual fervor que aplicaríamos na obtenção de objetos de prata e ouro, mas com toda a persistência, fadiga e esforço para localizar a mina desses metais, e extraí-los na sua forma bruta.
O versículo completo de Provérbios 12:27 diz: “O preguiçoso não assará a sua caça, mas o bem precioso do homem é ser ele diligente” (B7, 1Reis 3:5-12). A primeira frase não faz parte da lição, mas a interpretação de Adam Clarke (c. 1760-1832) a respeito desse versículo indica que o homem preguiçoso é fraudulento. Assim sendo, Deus arrebata de sua boca “aquilo que adquiriu injustamente”. Em contraste, Gill caracteriza a legítima produtividade da seguinte forma: “o que é conseguido por industriosidade e diligência, e de modo honesto, é valioso; e vem com bênção [...]”.
A história de Salomão é uma lição objetiva a respeito da bênção que vem ao valorizar a sabedoria mais do que riquezas (B8, Deut. 28:1-3,5,6). Em sonho, Deus pergunta a Salomão o que ele queria que Deus lhe desse. Salomão, reconhecendo sua inexperiência, humildemente pede por sabedoria que lhe ajudasse a julgar apropriadamente o povo de Israel. Deus lhe concede não só sabedoria, como também riquezas.
Nossa Líder nos diz que a primeira exigência da Ciência Cristã é: “não terás nenhuma inteligência, nenhuma vida, nenhuma substância, nenhuma verdade, nenhum amor, que não sejam espirituais” (CS4, p. 467). Isto significa que nossa meta número um é pôr Deus em primeiro lugar. Quando assim fazemos somos capacitados a ver que ficaram para trás as fictícias figuras apresentadas pelo senso material a respeito do verdadeiro reflexo de Deus (CS5, p. 516). Há os que pensam que se focar em Deus e nas coisas espirituais limita nossas opções. Mas o inverso é verídico. Se ficarmos absortos pelo senso material, nossa visão ficará tão nublada que dificilmente veremos a verdadeira substância. O remédio é negar a identidade material. Com isso destruímos as falsas imagens do senso material, o que nos habilita a ver claramente nossa verdadeira individualidade (CS6, p. 91).
Como já foi dito, tudo o que acolhemos em nosso coração se manifesta em nossa experiência (CS7, p. 213). Nos EUA, a série de TV Star Trek está cheia de temas e lições provocantes. O show deu margem a muitas histórias e produções diversas. Na série Deep Space Nine, uma estação espacial monta guarda de um “buraco de minhoca” que traz com muita rapidez espaçonaves do “Quadrante Alfa” para o “Quadrante Gama” da galáxia. O capitão da estação espacial faz contato com misteriosos seres que vivem dentro do “buraco”. Em certo ponto, quando ele se comunica com eles, estes se apresentam como parentes mortos, e pessoas de seu passado. Quando ele questiona o porque deles se apresentarem assim, respondem-lhe: “Porque é onde você vive”. Percebendo que está vivendo sua vida no passado, faz o capitão tomar uma pausa.
Onde você vive? Bem, a resposta é—onde estiver seu pensamento. Caminhamos para onde olhamos (CS8, p. 451). Servimos ao que gostamos, e dedicamos tempo aos que amamos. A pergunta é: “Estamos servindo e dedicando nosso tempo àquilo que realmente é substancial? Pense nisso!”.

Seção 3: “Tem Que Servir Alguém”.
Alguns de vocês podem se lembrar da música de Bob Dylan citada no título acima. Dylan escreveu: “Bem, pode ser o diabo ou pode ser o Senhor. Mas você terá que servir a alguém”. Como mencionado na seção anterior, servimos ao que amamos. Isso realmente acontece quer gostemos ou não. Se você quer saber o que você ama, dê uma olhada onde você dedica a maior parte do seu tempo quando todas as outras obrigações (como o seu trabalho ou tarefas domésticas) acabam. Às vezes, porém, somos realmente desviados de fazer o que amamos, porque sucumbimos a preencher nossas horas com coisas inúteis. Nesses casos, pode valer a pena lembrar que o propósito do mal, ou magnetismo animal, mencionado na Ciência Cristã, é parar a atividade do bem e dar atividade ao mal. Embora não haja nada de errado em, ocasionalmente, dar uma relaxada, e “dar uma espreitadela” de alguma forma, sucumbir à tentação de regularmente sentar em frente à televisão ou à tela do computador, raramente isso o ajudará a alcançar seus sonhos.
A decisão sobre quais metas são dignas de perseguir é um tanto subjetiva. Pode haver certos objetivos e desejos que significariam o auge da conquista para certas pessoas, ao passo que, para outros, esses mesmos objetivos parecem ser uma perda de tempo. Sem colocar juízos de valor em seus objetivos - sejam eles quais forem - a Bíblia sugere que o melhor caminho para alcançar esses objetivos é começar com Deus. Deuteronômio promete, dedicar nossas vidas a Deus em primeiro lugar resulta em uma infinidade de bênçãos (B9, Deuteronômio 28:1-3,5,6). Conquistas baseadas na matéria estão sujeitas a decadência e perda, mas as realizações celestiais e espirituais são duradouras (B10, Hebreus 10:34).
Jesus sabiamente ensinou: não podemos servir a dois senhores (B11, Mateus 4:17). Especificamente, a passagem refere-se a Deus e ao dinheiro. Mas o ponto é que temos que fazer uma escolha sobre o que nos concentramos na vida. Clarke coloca assim: “O cuidado prudente nunca é proibido por nosso Senhor, mas apenas aquela atenção inquieta que distrai, a qual, dividindo o pensamento e desenhando-o de maneiras diferentes, torna-o totalmente incapaz de atender a qualquer preocupação verdadeira ou importante”. Jesus ensina que, se nos concentrarmos primeiro em Deus, todas as nossas necessidades serão satisfeitas (B12, Mateus 6:24,25,28,29) e ele nos assegura que é "prazer" de Deus nos dar o reino inteiro! Ele nos encoraja a vender as coisas corruptíveis e a buscar os tesouros incorruptíveis do céu (B13, Lucas 12:32-34). Tome nota que Jesus não disse para dar tudo em troca de nada. Ele disse para trocá-lo por algo de valor.
A primeira frase do livro-texto promete: “Para os que se apoiam no infinito sustentador, o dia de hoje está repleto de bênçãos” (CS9, vii:1-2). Saber que Deus está cuidando de nós - assim como faz com as flores - é uma enorme fonte de conforto (CS10, p. 530). A palavra inglesa "substância" é derivada de duas palavras latinas que significam: "permanecendo firmes" e "ser, ou essência". A partir disso podemos dizer que a substância de uma coisa é a essência permanente, ou ideia fundamental sobre a qual “algo” é baseado. Como Eddy aponta, há uma grande diferença entre a substância de uma ideia e a “suposta substância” da matéria (CS12, p. 257). Uma grande diferença é que Deus nunca criou a matéria em primeiro lugar (CS13, p. 335). Deus não cria coisas. Ele cria ideias espirituais que existem independentes do tempo, ou parâmetros materiais. Tendo criado tudo, Deus cuida de cada uma de suas ideias, suprindo todas as suas necessidades (CS14, p. 507)

Seção 4: Para encontrar a verdadeira substância, esteja disposto a mudar.
Anteriormente, mencionamos que prestar atenção ao que você gosta de fazer, dá uma indicação de onde seu coração realmente está. Da mesma forma, a qualidade de nossos trabalhos, indica a qualidade de nossos motivos e métodos. Jesus disse: “cada árvore é conhecida pelas frutas que ela produz” (B14, Lucas 6:44,45), significando que os homens bons necessariamente produzirão coisas boas.
Na Bíblia, Zaqueu era um homem rico, encarregado de cobrar impostos (B15, Lucas 19:1-10). Ele pode ter parecido um predador financeiro para alguns, mas provou ser capaz de mudar seus hábitos. Sendo "muito baixo", ele pode ter se esforçado muito para chegar a uma posição de poder. Estando acostumado a sempre ter que dar um esforço extra, ele poderia ter pensado que era muito comum subir em uma árvore para ver quem era Jesus. Seu esforço demonstrou sincero interesse, humildade e disposição para aprender. Quando Jesus desejou comer em sua casa, Zaqueu o recebeu alegremente. Enquanto a multidão recuou diante da decisão de Jesus de jantar com ele, Zaqueu imediatamente se defendeu e se comprometeu a fazer reparações a qualquer um que tivesse prejudicado.
Esse homem era um modelo de arrependimento, sinceridade, humildade e abertura para a mudança. Se não tivesse feito o esforço para ver Jesus, ele poderia não ter sido notado. Estamos curiosos, ou interessados ​​o suficiente para fazer o esforço para "ver" Jesus? Estamos ansiosos para receber com alegria o Cristo em nossas vidas e fazer os ajustes necessários para provar nossa sinceridade?
Nem todos estão prontos e dispostos a ajustar suas prioridades como Zaqueu. Sabendo disso, Paulo nos alerta sobre os perigos de confiar na incerteza das riquezas do mundo (B16, 1Timóteo 6:17). Paulo não está sugerindo que há algo errado em ter sucesso financeiro, mas ele está esclarecendo que a riqueza terrena pode ser temporária. Com o aviso traz e promete, confiar em Deus abre o caminho para as riquezas ilimitadas e imperecíveis do Espírito.
Eddy ecoa as escrituras observando que a razão pela qual os tesouros sensuais são fugazes e corruptíveis, é porque eles contêm algum elemento de pecado, o que assegura sua condenação (CS15, p. 241). Sempre que um elemento de pecado ou erro está envolvido, nosso senso de substância está fora de sincronia com a realidade (CS16, p. 301). Seja determinando nossa própria dignidade, ou a dignidade de nossos objetivos, se o pecado estiver envolvido, o resultado será contaminado. O homem espiritual é eterno e puro, e isso se manifesta na qualidade, bondade e fruição de suas buscas.
A Sra. Eddy nos diz que entendemos a existência espiritual na proporção em que procuramos os tesouros espirituais (CS17, p. 265). Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais natural é deixar de lado o pecado e a mortalidade. Algumas pessoas podem estar preocupadas que desistir da “matéria para o Espírito” pode significar perder um pedaço de quem elas são. A Sra. Eddy nos assegura que o oposto é verdadeiro. Aproximar-se de Deus e olhar para as coisas espirituais ajuda-nos a descobrir nossa verdadeira identidade e que não há limite para o que podemos alcançar. Quando encontramos nossa verdadeira substância, tudo se abre para nós e vemos o universo, assim como nós mesmos, sob uma nova luz. Se nossos tesouros são espirituais, eles não podem ser perdidos, porquanto, o medo e a ansiedade se dissipam.
Você pode se perguntar se vale a pena ou não buscar a substância espiritual das coisas? Eles dizem que se você quiser ganhar, você tem que entrar no jogo. Não vamos descobrir até tentarmos. Então, se queremos aquela “paz inefável que provém de um amor espiritual que preenche todo o pensamento”, temos apenas que entrar na arena e começar a viver espiritualmente, agora mesmo (CS18, p. 264).

Seção 5: Prova de cura.
Como o modelo de colocar suas afeições nas coisas espirituais se aplica à sua saúde? Bem, da mesma maneira que encontrar a substância das coisas leva à riquezas verdadeiras, ver nossa natureza espiritual como a realidade do nosso ser leva à saúde verdadeira. O corpo material - sangue, músculos, órgãos, e assim por diante - não tem nenhuma substância real, e não tem poder para criar, conter, sustentar, ou destruir a vida. Nossa verdadeira substância está nas qualidades espirituais que refletimos.
Jeremias representa Deus como tendo feito um acordo com Israel, para embutir a lei “em suas partes internas”, e escreve, “nos seus corações” (B17, Jer. 33:6). A letra da lei tem pouco significado a não ser que esteja completamente integrada em nossos corações. Quando algo está “em nossos corações” se torna parte de nós. Não precisamos pensar a respeito, ou recitar a regra para nós mesmos - simplesmente o fazemos porque é natural para nós. Incluído no acordo de Deus, temos a promessa que Deus vai curar todas nossas enfermidades (CS18, p. 264), e suprir todas as nossas necessidades (B19, Mat. 15:30). Jesus demonstrou a verdade do acordo entre Deus e o homem. Se não tivesse demonstrado, os seus ensinamentos poderiam ser ignorados como somente outra filosofia. Mas curar foi uma característica do seu ministério. Pessoas chegavam até ele porque ele provou tudo o que ensinou, e demonstrou seu entendimento de Deus através dos seus trabalhos de cura (B19, idem).
Se não fosse pela demonstração da Sra. Eddy do poder de cura da Ciência Cristã, esta também, poderia ter sido relegada a mera teoria e filosofia. O mesmo poder que estava presente no tempo de Jesus ainda está operante hoje em dia (CS19, p. 347). Sra. Eddy reconheceu que existem muitas opções humanas para tratar doenças. No entanto, através de sua própria prática do Princípio de cura divino ela se convenceu que o único que vale a pena ser dividido com o mundo, é a Ciência divina do ser que ela descobriu e praticou (CS20, p. 344).
As citações CS21 (p. 193) e CS23 (p. 194) descrevem a história da Sra. Eddy sobre um homem que foi curado através da oração dela. Eddy considerou esta cura como sendo uma demonstração clara e direta do poder divino. Baseado na evidência física, o prognóstico médico não ajudava. O médico atendente disse a Sra. Eddy que o paciente estava morrendo. Se ela tivesse aceitado esse prognóstico terrível ela teria sido derrotada desde o início. Mas ela claramente colocou seu pensamento em coisas mais elevadas. Nunca saberemos exatamente o que ela estava pensando naquele momento, ou como ela orou, mas ela estava claramente não-impressionada pelo quadro material. Ela diz que foi ao lado da cama do paciente e em poucos momentos ele mudou sua aparência de estar parecendo um quase morto para um sono profundo e pacífico. Ela relata: “em cerca de dez minutos ele abriu os olhos e disse: “me sinto como um homem novo. Meu sofrimento se foi por completo”. Este foi o ponto de virada. Ele começou a retomar suas atividades normais, e estava de volta ao trabalho em duas semanas.
Ela resumiu da seguinte forma: “quando rememoro esta breve experiência, não posso deixar de discernir como a ideia espiritual de homem coincide a com a Mente divina”. A definição da palavra “coincidência” inclui “concordância, consistência; acordo” (Dicionário de Referências do Estudante). Essa definição traz o acordo entre Deus e o homem. O acordo não é somente um acordo intelectual, mas uma afirmação de fato, que Deus e o homem coincidem no ser. Como nossa líder escreve: “Visto que Deus é substância e homem é a imagem e semelhança divina, homem deveria desejar, e em realidade possui, somente a substância do Espírito” (CS24, p. 301)
A citação CS25 (p. 393) pode nos dar uma ideia de como a Sra. Eddy estava orando ao lado da cama do paciente que estava morrendo. Ela mencionou dois pontos: para elevar-nos na “força do Espírito para resistir a tudo o que é dessemelhante do bem”, e para sermos firmes em nosso entendimento do governo de Deus, sabendo que o homem o reflete.
Não importando qual possa ser o quadro material - mesmo se for um retrato material positivo de riqueza, ou saúde - a evidência dos sentidos materiais não pode ser confiada. A única maneira de ver o que realmente está acontecendo é sempre olhar além do testemunho dos sentidos para a realidade espiritual das coisas (CS26, p. 70). Ali encontramos a verdadeira substância - a essência - de tudo que é real e bom, e segurar-se a essa realidade traz resultados que curam.

Seção 6: Riquezas infinitas nos esperam.
O preenchimento ou plenitude de Deus é incompreensível para o pensamento mortal. Somente através do sentido espiritual podemos encontrar a verdadeira riqueza da sabedoria e conhecimento de Deus (B20, Rom. 11:33). O livro de Efésios nos conta que o apóstolo continuamente ora para a igreja receber iluminação (B21, Efes. 1:1, 2, 15-18). A última frase de B21 é somente uma porção do verso todo. Olhando um pouco além ajuda a esclarecer o significado. A Nova Bíblia Inglesa traduz da seguinte maneira: “rezo para que seus olhos internos sejam iluminados, para que possam conhecer a esperança para qual ele os chama, que riqueza e glória da quota que ele oferece dentre seu povo como sua herança, e quão vastos são os recursos de seu poder abertos a nós que confiamos nele”. Aqui está novamente - a mensagem de que confiar em Deus abre caminhos para “vastos recursos” de real substância. Para pontuar, a bendição na citação B23 (3João 1:2) ecoa mais uma vez, o tema de prosperidade, saúde, riqueza através do entendimento da verdadeira substância.
O livro Ciência e Saúde reitera que o único caminho para tal prosperidade é renunciar a todo mundanismo (CS27, p. 459). De uma perspectiva humana pode parecer exigir um grande salto de fé para conseguir colocar nossos corações em coisas celestes. Mas nos lembrando que os tesouros estão onde nossos corações estão, Sra. Eddy nos diz que se começamos de um ponto de vista mais elevado, nosso progresso será espontâneo (CS28, p. 262). Procurar a substância de um ponto de vista material nos leva a lugar nenhum, mas seguir a Ciência divina nos habilita a ver, e entender as coisas profundas de Deus (CS29, p. 292). A Lição encerra com uma afirmação enfática que Deus é “a única Vida, substância, Espírito, ou Alma, a única inteligência no Universo, incluindo o homem” (CS30, p. 330). Se este é o caso, porque não colocaríamos nossas vistas nos tesouros de Deus? Procurar a verdadeira substância nos permite soltar todas as preocupações e ansiedade sobre todas a áreas de nossas vidas. E lembrem-se, Deus não preparou nossas vidas como obstáculos a serem transpostos e conquistados para podermos chegar a Ele. Pelo contrário, Deus se agrada em nos entregar o reino.
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A equipe de tradução para o português é composta por Ana Paula Wagner, Ovídio Trentini e William Trentini. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.
Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.
Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link http://www.cedarscamps.org/metaphysical.



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