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"Tudo o que inspira com a sabedoria, a Verdade ou o Amor -- seja um cântico, um sermão ou a Ciência [Cristã] -- abençoa a família humana com migalhas de conforto que caem da mesa de Cristo, alimentando os famintos e dando água viva aos sedentos."
"O que foi prometido será cumprido"
(Do livro Ciência e Saúde p 234 e 55)

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.... Avance um pouco a cada dia na direção certa... Estudo Metafísico do Acampamento dos Cedros - Tema: A Doutrina da Reconciliação.

CIÊNCIA CRISTÃ - LIÇÃO BÍBLICA
“.... Avance um pouco a cada dia na direção certa...”
15 a 21 de abril de 2019
A Doutrina da Reconciliação
Estudo preparado por:
Craig L. Ghislin, C.S. Glen Ellyn, Illinois (Bartlett)
craig.ghislincs@icloud.com / +1(630) 830-8683
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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH;
Bíblia A Mensagem - MSG; Ciência Cristã – CC; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB
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Esta semana, os cristãos ao redor do mundo celebram e comemoram a ressurreição de Jesus. A cristandade tradicional coloca grande ênfase na paixão, ou sofrimento, de Jesus nos dias que antecederam, e mesmo durante a crucificação. Muitos consideram os sofrimentos de Jesus como reconciliação por nossos pecados. Dr. Eugene H. Merrill, da Universidade de Columbia, dá uma descrição sucinta da visão tradicional da reconciliação:
“... a reconciliação envolve uma pessoa inocente tomando punição que era devida a uma pessoa culpada...
“... Nos eventos que se desenvolveram durante seu julgamento, crucificação e ressurreição, Jesus foi o Servo Sofredor em nosso favor. Mesmo inocente no tocante a todo pecado, Jesus esteve em nosso lugar para tomar nosso castigo, derramando seu sangue para nossa reconciliação.
“ ... Essa reconciliação do Antigo Testamento que encontra sua culminação em Jesus Cristo, é posta fora de dúvida por João Batista que, ao ver Jesus, disse: “eis o cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo” (João 1:29).
Por que este ponto de vista é importante para os cientistas cristãos? Ele cria um contexto para a passagem de Efésios no Texto Áureo (Efésios 5:2) desta semana que fala do sacrifício de Jesus. Os cientistas cristãos costumam pôr mais ênfase na ressurreição do que nos sofrimentos da paixão. Mas a lição desta semana lida com ambos aspectos. Como declara o Ciência e Saúde na Seção 4: “Precisamos do ‘Cristo e este crucificado’ ”(CS22, p. 39).
Fazendo uma comparação entre a visão da reconciliação de Jesus como um substituto de nosso próprio trabalho, aceitar a responsabilidade de elaborar nossa própria salvação pode parecer uma tarefa descomunal. Como seguidores de Jesus será que teremos que deixar tudo por Cristo? As palavras de Jesus aos seus discípulos no jardim de Getsêmani são aplicáveis hoje em dia: “O espírito está preparado, mas a carne é fraca”. E então, fazemos o quê?
Encontramos uma dica na primeira frase do TA: “...andai em amor.” Com certeza, todos podemos começar agora mesmo a andar em amor. O teólogo e pastor presbiteriano da Igreja de Cristo da Quinta Avenida, em Beaverton, OR/EUA, Mark Dunagan escreve: “... andar em amor ... envolve falar a verdade, controlar nossa ira, fazer doações, falar palavras edificantes, e ser gentil, de meigo coração e pronto a perdoar.” Isto é praticar: “andar, ou viver em amor.” Esta é uma evidência da Ciência do Cristo levedando o pensamento. Demonstração prática é marca do ensinamento de M.B. Eddy a respeito da reconciliação: a saber, que Jesus não fez o trabalho por nós, mas nos mostrou como fazer o nosso próprio trabalho.
A Leitura Alternada (Isa. 52:7, 9, 10; Rom. 5:7-5, 10, 11) destaca a grande necessidade do Cristo em nosso mundo. Devido aos relatos de lutas, conflitos e divisões que nos bombardeiam diariamente na mídia, certamente é algo belo ter uma mensagem de boas novas, que publicam paz e salvação e reconhecem a totalidade de Deus, e a supremacia de Seu governo. Essa mensagem celestial é forte o suficiente para atingir até “os confins da terra”.
Junto a alegria e consolo, Isaías representa Deus como desnudando “seu santo braço”. John Gill (1697-1771) explica que nos tempos bíblicos, soldados tinham que enrolar suas roupagens a fim de terem liberdade de movimentos na batalha. A ideia, pois, é prontidão para enfrentar o inimigo. Paulo também não fugia de desafios. Ele fala de “glórias em tribulações”. O processo de obtenção da reconciliação pode ser penoso. Mas Paulo diz que, em verdade, nos gloriamos nesses desafios. Por acaso o gloriar-se em desafios difíceis significa que somos famintos por castigo? Significa que temos a profundeza de caráter para ver além da situação atual.
Abrindo mais um pouco as ideias, Dunagan cita o autor contemporâneo Jim McGuigan: “Uma pessoa que só sabe ser feliz quando as coisas andam bem (fáceis ou confortáveis) não permanecerá assim por muito tempo. Graças a Deus que a felicidade (bendição) não depende de circunstâncias externas.” A Versão King James (Bíblia inglesa) nos diz que nunca ficaremos “envergonhados” por resistirmos a essas dificuldades. A tradução de J. B. Phillis faz a seguinte colocação: “Todas essas coisas nos darão paciente resistência; e isto desenvolverá um caráter mais maduro, e um caráter desse tipo produz esperança constante, uma esperança que nunca nos desapontará.”
Dirigindo-se a cristãos ativos, Paulo menciona o tempo “em que éramos inimigos” quanto a Cristo. Adam Clarke (c. 1760-1832) achava que Paulo se dirigia a cada um de nós. Escreveu: “Em cada coração humano há uma certa inimizade contra a santidade, e, consequentemente, ao autor da mesma. Os homens raramente suspeitam disso; pois uma das propriedades do pecado é cegar o entendimento, para que os homens não saibam de sua condição.” Isso pode parecer uma condição adversa para os “já reconciliados com Deus”, mas aponta para o fato de que até os melhores de nós têm tempos de rebeldia de alguma sorte contra o esforço necessário para obter essa unidade com Deus. Assim, ânimo, amigos! Todos temos desafios, e somos gratos a Deus por nos ter dado Cristo Jesus para mostrar o caminho da vitória.

Seção 1: Este é o caminho de saída
Em seu artigo intitulado: “Onde estás?” Mary Baker Eddy postula uma questão: “...Você me ajudaria a sair de uma casa em chamas, ou me deixarias dentro?”
Ela responde: “Eu tiraria você de lá logo, e me certificaria de estares fora ...” (Mis. 335).
Isso é mais ou menos o que acontece quanto à necessidade de salvação. Não há dúvidas de que a humanidade precisa salvar-se. Mas sob a perspectiva divina já estamos “fora”. Mesmo assim, o Amor divino provê um modo de sair da crença de que vivemos na carne—pela reconciliação de Jesus.
O profeta conclama o povo a rejubilar-se em meio a tribulações “porque o senhor consolou o seu povo e dos seus aflitos se compadece” (B1, Isa. 49:13). Os filhos de Israel “não viam nada ao seu redor senão morte e ruína,” e o encorajamento de Isaías foi: “para amparar seu coração pela esperança de melhores dias” (Calvin, 1509-1564). Como você encararia uma situação dessas? Você tem em mente elevar seu pensamento em tempos de angústia? O salmista, mesmo enfrentando terríveis situações, ele continuamente dá graças (B2, Salmo 116:12,16). Na antiguidade ofertas e sacrifícios com sangue eram realizados para dar graças, e pela remissão de pecados; mas Deus não quer sacrifícios de coisas externas. Ele quer que Seu amor arda em nossos corações (B3, Salmos 40:6-8).
Nosso livro-texto afirma que Jesus realizou sua missão dando-nos: “a verdadeira ideia a respeito do existir...” (CS1, p. 325). Ele não ensinou uma teoria. Ele ensinou e praticou o caminho—o Princípio divino (CS2, p. 26). Os dois componentes básicos da reconciliação são: “a unidade do homem com Deus” e “a unicidade do homem e Deus” (CS3, p. 18). Como já vimos antes, a teologia tradicional considera o sacrifício de Jesus na cruz como oferta substitutiva para a reconciliação dos pecados de todos os homens.
Assim como os profetas perceberam que sangue de touros e carneiros eram incapazes de mudar o coração dos homens, assim vemos que Jesus não fez seu trabalho por nós, mas para mostrar-nos como fazer o nosso (CS4, p. 315). A solução está declarada com simplicidade em nosso livro texto: “... os mortais só precisam voltar-se em direção oposta ao pecado e desprender-se do ego mortal para encontrar o Cristo, o homem real e sua relação dom Deus...” (CS4, p. 315). Não importa o quanto amamos e veneramos a Jesus pelo que sofreu em sua demonstração, isso não é suficiente para admirá-lo. “Precisamos fazer como ele fez” (CS5, p.25). Há muitos “musts”/deveres em CeS, e a citação CS6 é uma delas: “A unidade científica que existe entre Deus e o homem tem de ser posta em prática na vida, a vontade de Deus tem de ser universalmente feita” (CS6, p. 202).
Você tem dúvidas de ser capaz em achar e seguir esse caminho? Você não saberá, a menos que faças um começo. Mas a Bíblia diz que todos somos capazes, e M.B. Eddy diz que eventualmente todos faremos a tarefa; então vejamos o que mais podemos aprender.

Seção 2: Na metafísica nós começamos onde queremos chegar
Quando lia João, as pessoas não paravam de perguntar, quem ele realmente era. Jesus é paciente, persistente e consistentementemente aponta para seu trabaho de cura como prova de sua autoridade, e assume essa autoridade reivindicando sua unidade com o Pai (B7, p. 26). Logicamente isso bate de frente à atual teologia deles, e inconformados o acusam de blasfêmia. Para eles era um anátema que ele se proclamasse o Filho de Deus. Vários comentaristas bíblicos acham que o persistente questionamento a respeito da identidade de Jesus e sua missão era insincera; e, na verdade, era uma armadilha para induzí-lo a quebrar a doutrina religiosa, dando aos seus inimigos uma justificativa para condená-lo. Jesus, sem dúvida, não se surpreendia com a fria recepção que sua mensagem recebia. Ele predisse, para frustração de seus discípulos, de que ele seria morto (B8, Marc. 9:31).
Jesus era totalmente motivado pela compreensão de sua unidade com Deus (CS7, p. 26). Ele nunca pretendia ter mente separada de Deus. M.B. Eddy entendia que a população em geral não aceitava o que ele ensinava por que a percepção espiritual deles estava enuviada pelo pecado (CS8, p. 315). Ao lado de questões morais básicas, muitos se perguntam por que é tão importante fazer o esforço para evitar o pecado—especialmente quando parece que ninguém esteja se machucando. A simples resposta a isso é que a indulgência no pecado obstrue a visão espiritual. (Se desejar mais esclarecimentos veja Mis. p. 362:27-32). O mundo talvez não reconheça o profundo valor de um relacionamento com Deus, mas aqueles que honestamente se esforçam em praticar e demonstrar o Cristianismo estão plenamente cônscios do valor e abundância da compreensão espiritual sobre os prazeres sensuais (CS9, p. 15).
Esta conscientização não vem por esforços espasmódicos aos quais nos engajamos quando as coisas andam mal. Se esperamos resultados, temos que praticar consistentemente (CS10, p. 19).
Quando realmente nos engajamos, não teremos escolha. Somos o que Deus nos fez ser, quer gostemos ou não. O homem não pode ser separado de Deus, assim como os raios de luz não podem ser separados do sol (CS11, p. 361).

Seção 3: Sacrifício Supremo
Na seção acima mencionamos a importância de manter uma perspectiva esperançosa mesmo nas piores condições. Como diz o Salmo, “o choro pode durar a noite inteira, mas de manhã vem a alegria” (B9, Salmos 30:1,5). Ninguém gosta de estar no meio de situações difíceis, mas todos nós as enfrentamos. Jesus enfrentou desafios maiores do que muitos de nós podem imaginar. Mas, felizmente, ele nos mostrou como superá-los.
A traição e a crucificação de Jesus mudaram para sempre o mundo. Por mais que Jesus mereça o título de “Rei dos reis”, ele também poderia ser chamado de “Inocente dos inocentes”. O homem mais puro que já pisou o mundo - o mais amoroso, o mais espiritual - foi tratado com a maior crueldade. No entanto, ele sabia que a agonia daquela hora resultaria em glória eterna (B10, João 17:1). Mesmo assim, ele ainda precisava se preparar para o que viria a enfrentar. Calvino observa que em sua hora de maior necessidade, Jesus ergueu os olhos para o céu. Ele escreve: “... nas afeições de sua mente, ele estava mais no céu do que na terra, de modo que, deixando os homens para trás, ele se voltou de forma natural a Deus”.
Antes de sua traição, Jesus orou profundamente no jardim do Getsêmani (B11, Lucas 22:39,41,42,47–51). Essa oração não foi toda "elevação e domínio". Houve verdadeira luta acontecendo. Getsêmani significa: “refinar o azeite”. As azeitonas geralmente passam por três prensas para retirar cada grama de óleo. Podemos correlacionar as três pressões às três vezes que Jesus orou no jardim. Figurativamente, Jesus estava sendo pressionado pelo peso do pecado e do ódio da verdade. Lucas registra que sua agonia era tão severa que “seu suor era como gotas de sangue caindo no chão” (Lucas 22:44). Acho que às vezes esquecemos como foi difícil para Jesus. Em um artigo chamado “O Caminho do Getsêmani”, de Lucy Hays Reynolds, encontramos uma visão aguçada do resultado dessa luta:
“O magnetismo animal não encontrou nada em Jesus para criticar ou ao qual pudesse se agarrar. Mas, se ele não tivesse primeiro entregado tudo no Getsêmani a fim de ser crucificado ou morto, você acredita que este grande demonstrador do Amor poderia ter sido vitorioso sobre a cruz ou poderia ter se levantado da tumba? Não” (Christian Science Journal, abril de 1945)
Com um de seus próprios discípulos prestes a traí-lo e três de seus alunos mais confiáveis ​​dormindo, Jesus estava sozinho com Deus, enfrentando o peso do ódio contra tudo o que ele representava. Então, nunca se sinta mal se estiver com dificuldades e com seu próprio senso de agonia em relação a uma situação. Você está em boa companhia. Jesus desistiu de tudo no jardim naquela noite, e depois de sua oração, Judas o traiu com um beijo (B11). Seus discípulos acordaram prontos para lutar, e Pedro até cortou a orelha de um dos soldados, mas Jesus já havia passado por isso e curou o soldado.
Mary Baker Eddy nos conta que Jesus nos ajudou a nos reconciliar com Deus, dando-nos “um senso mais verdadeiro do Amor” (CS12, p. 19). O feito de Jesus certamente superou a lei mosaica de “olho por olho” (CS13, p. 30). Jesus não se deixou levar a fazer as coisas na forma do mundo. Judas planejou e Pedro reagiu, mas Jesus orou (CS14, p. 48). Se Jesus tivesse tentado enganar Judas, ou Pedro conseguisse ajudar a uma fuga violenta, o resultado teria sido bem diferente, e as chances são de que nunca teríamos ouvido falar, ou estar lendo sobre isso dois mil anos depois. Jesus demonstrou o poder do amor sobre o ódio e isso causou um impacto permanente no mundo (CS15, p. 43).
Como ele poderia permanecer firme com Deus e responder com amor? Mary Baker Eddy escreve que havia duas coisas que Jesus entendia que os outros não faziam - "a vida e inteligência materiais são o nada, e que Deus, o bem, o qual inclui tudo, é a ponderosa realidade" (CS16, p. 52). Ele não lutou para salvar uma vida material porque sabia que sua única vida era Deus. Se Deus é a única Vida, então o Amor é a única lei e o único caminho para superar o ódio (CS17, p. 374).

Seção 4: Semeando com lágrimas ...
Como mencionado acima, Jesus foi tratado brutalmente. Eles o prenderam usando armas e ele foi crucificado como um criminoso comum (B12 e B13; Lucas 22:52 e 23:1,23,24). A crucificação foi uma morte terrível e agonizante. A preparação cheia de orações de Jesus o apoiou durante toda a provação. Embora ele tenha desistido de tudo no jardim do Getsêmani, ainda há um ponto onde Jesus poderia ter tido a última sugestão a ser superada. Há um debate teológico a respeito do choro de Jesus em alta voz: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (B14, Mateus 27:35,41,42,43,46,50,51). Alguns acham que Jesus estava citando as escrituras, e outros acreditam que ele estava realmente sentindo que Deus o havia abandonado. A escritura que Jesus pode ter citado é a citação B15 (Salmos 22:1,4,23,24). Como muitos Salmos fazem, este começa a partir de um ponto de angústia e termina com Deus tirando o peticionário da aflição. É certamente possível que Jesus tenha proferido estas palavras com uma combinação de ambos os supostos motivos. Mesmo que não fale audivelmente as palavras, qualquer um que tenha sofrido severamente, mesmo que brevemente, se sentiu abandonado em alguma medida. Poderia ser o simples pensamento: "Por que eu?" Você já se sentiu assim? Felizmente, há de fato luz no fim do túnel, como o Salmo 126:5 declara: “Que aqueles que semeiam chorando façam a colheita com alegria!” (B16, Salmos 126:5).
A submissão de Jesus à crucificação certamente demonstrou um senso de amor que superou qualquer tipo de amor antes conhecido, ou desde aquele evento no Calvário (CS18, p. 26). Enfrentando a questão de saber se Jesus realmente se sentiu abandonado na cruz, Mary Baker Eddy afirma claramente que Deus não o havia - não poderia - tê-lo abandonado. Jesus nunca foi separado da Vida, da Verdade e do Amor - nem por um momento (CS19, p. 50). A Vida, a Verdade e o Amor nunca nos abandonam também. Nosso livro-texto declara que é "não é divinamente natural" que Deus se afaste de Seu filho (CS20, p. 23). Acreditar que Deus poderia abandonar seu filho é uma teoria baseada em uma visão humana de Deus. Teologicamente, a expiação apresenta um paradoxo - como Deus poderia permitir que tal sofrimento acontecesse? Muitos livros sobre doutrina teológica tradicional foram criados em uma tentativa de explicar esse paradoxo. A Ciência Cristã responde que Deus, a Verdade, não permite sofrimento algum, mas destrói todo pecado e sofrimento com o Amor eterno.
A doutrina da Ciência Cristã declara: “que o Amor divino não pode ser privado de sua manifestação, ou objeto; […]” (CS21, p. 304). Continua dizendo que a alegria e a tristeza, o bem e o mal, a matéria e a mente, e a vida e a morte, nunca cooperam ou se misturam de nenhuma forma. E, conforme assinalei em lições anteriores, observe que é Deus quem não pode ser privado de nós! Normalmente, costumamos dizer coisas do nosso ponto de vista - que não podemos ser privados de Deus. Mas não é isso que Mary Baker Eddy escreve. “O Amor Divino não pode ser privado de sua manifestação, ou objeto” [ênfase acrescentada].
Se, e quando, você enfrentar grandes desafios, lembre-se de que, após a semeadura com lágrimas, está colhendo alegria. Há outro "dever" que não podemos evitar na citação CS22 (p. 39): "Temos de ter provações e renúncia ao ego, como também alegrias e vitórias, até que todo o pecado seja destruído". Você acha que contradiz a citação CS21? Não. É apenas para nos dar coragem através das nossas próprias lutas. Nós não podemos ter a "fatia no céu" com isso. A experiência mostra que estamos lidando com chamados à experiências desafiadoras todos os dias. Mas elas são apenas queixas. Jesus conhecia o nada da matéria e a totalidade de Deus. É isso que precisamos saber para superar essas supostas afirmações.

Seção 5: …E colher com alegria
E agora chegamos a parte que mudou o mundo. Toda agonia, e a morte em si, foi derrotada pela ressurreição. Jesus havia sido colocado na tumba que pertencia a José de Arimateia (B17, João 19:41,42). Comentaristas têm algumas ideias interessantes sobre a significância de Jesus ter sido colocado numa tumba nova em que nenhum homem havia sido colocado antes. Somente os ricos tinham tais tumbas. Durante o julgamento e crucificação Jesus tinha sido tratado da pior e mais cruel maneira imaginável. Sepultá-lo na tumba para um homem de alto respeito era, conforme Matthew Poole (1624-1679) colocou: “o começo da honra prestada ao Cristo, após ter passado pelo mais baixo grau de humilhação”.
Ademais, durante a vida de Jesus, José de Arimateia manteve seu apoio a Jesus um tanto privado, talvez porque ele temesse ser castigado pelos seus irmãos fariseus. Mas depois de ter testemunhado a crueldade que Jesus suportou, ele corajosamente deu um passo adiante como um apoiador fervoroso, demonstrando a habilidade de Deus em mudar o coração de uma pessoa. Devido ao sábado que se aproximava, não havia tempo para preparar o corpo. Então a narrativa de Mateus apresenta duas mulheres que chegam mais cedo no dia seguinte ao sábado para completar a tarefa. O relato descreve um terremoto, e a pedra sendo rolada para longe da entrada. Mas Jesus não estava ali. Mateus conta de um anjo que informa às mulheres que Jesus havia ressuscitado (B18, Mat. 28:1,2,5-8).
Nossa Líder define “Ressurreição” da seguinte maneira: “Espiritualização do pensamento; uma ideia nova e mais elevada da imortalidade, ou seja, da existência espiritual; a crença material rendendo-se à compreensão espiritual” (CS23, p. 593). Isto indica que a ressurreição não é um evento singular, mas um despertar para cada um de nós da crença da vida na matéria. Acho um tanto incrível que, de todos os teólogos durante anos dissecando e explicando a ressurreição, Mary Baker Eddy marcadamente viu isto em uma luz totalmente nova. Ela viu a vitória de Jesus sobre o túmulo como prova de que a vida na matéria nada é (CS24, p. 42; CS25, p. 43).
Existe uma certa ironia no fato de que a tentativa de silenciar Jesus e sua mensagem na verdade os perpetuou no futuro (CS25, p. 43). Isto no entanto é muito mais do que justiça poética. O fato da ressurreição de Jesus muda a maneira com que olhamos para tudo. Nos faz questionar as leis materiais, e demonstra o Todo que Deus é. Sem dúvida, a pedra não só foi rolada para longe do túmulo, mas foi aberta a porta para “a revelação e demonstração da vida em Deus” (CS26, p. 45). Em adição, a ressurreição nos deu um sentido verdadeiro sobre o que significa a expiação. Para “chegar na plenitude da idéia de Deus” (CS27, p. 406) é um objetivo mais alto do que pensar em si mesmo como um mortal “salvo”. Jesus mostrou o caminho para além da mortalidade como um todo.

Seção 6: “…um pouquinho a cada dia na direção certa…”
Como testemunhas vivas da ressurreição de Jesus, seus discípulos só poderiam fortemente testemunhar e demonstrar o que eles haviam sido ensinados (B19, Atos 4:33). E se inúmeras curas e a ressurreição não fossem suficientes, ser testemunhas da ascensão (B20, Lucas 24:50-52) certamente forneceu as provas mais do que suficientes de que os ensinamentos de Jesus eram verdadeiros. Ascensão é a expiação final - o desaparecimento da crença material da vida, e o homem uno com Deus (B21, Rom. 5:11).
Todos esses eventos inspiradores provaram sem restar dúvida que a mortalidade é um mito, e que ela se dissolve na presença da realidade (CS28, p. 292). O “Cristo vivo” é uma realidade prática que traz a vida eterna ao alcance de cada um de nós (CS29, p. 31). Mas alguns ainda devem estar pensando: “isso tudo soa muito bem, mas ainda estou longe de entender isso completamente.” No entanto, cada cura indica que estaremos prontos e capazes de alcançar esse objetivo espiritual; uma demonstração de cada vez.
Nossa Líder não espera que possamos ascender imediatamente no amanhã. Ninguém deveria se sentir mal se estiver com dificuldades. Todos têm dificuldades. Não importa quão longe estejamos de praticar, e compreender nossa união espiritual com Deus, nosso trabalho é lutar a boa luta em nossa “conduta e conversa diárias” (CS30, p. 21). Certamente precisamos “nos esforçar para entrar”, mas quanto mais virarmos as costas para o senso material, e colocarmos nosso olhar no Espírito, mais próximos estaremos de atingir nosso objetivo. Se honestamente “[nos adiantarmos] cada dia um pouco na direção certa”, por fim chegaremos ao final do “percurso com alegria!”


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A equipe de tradução para o português é composta por Ana Steffler, Ovídio Trentini e William Trentini. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.
Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.
Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link http://www.cedarscamps.org/metaphysical.



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