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"O que foi prometido será cumprido"
(Do livro Ciência e Saúde p 234 e 55)

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Diga “Sim” à imortalidade! Estudo Metafísico do Acampamento dos Cedros - Tema: Os mortais e os imortais.

CIÊNCIA CRISTÃ - LIÇÃO BÍBLICA

Diga “Sim” à imortalidade!

13 a 19 de maio de 2019
Os mortais e os imortais
Estudo preparado por:
Craig L. Ghislin, C.S.
Glen Ellyn, Illinois, EUA (Bartlett)/ craig.ghislincs@icloud.com / +1(630) 830-8683
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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH;
Bíblia A Mensagem - MSG; Ciência Cristã – CC; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB
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Você alguma vez já teve um “momento de ouro”? É aquele momento em que algo que você não compreendia, de repente se tornou claro como cristal. Pense nos segundos que antecederam a esse momento de iluminação. Sua questão parecia insolúvel, contudo a solução sempre existiu. É o que Paulo está descrevendo no Texto Áureo (1Coríntios 13:12: “...agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido”). Ele usa a analogia de olhar em um espelho distorcido para representar nossa aparente inabilidade de ver nosso verdadeiro estado espiritual. Independente do estado do espelho, nosso verdadeiro ser sempre está aqui, e finalmente o veremos.
A maioria das pessoas pensa que seja mortal. Algumas acreditam que tenham uma alma ou identidade que sobreviva ao corpo, e que ao final serão imortais. Outras pensam que a imortalidade seja uma fantasia. Cada uma dessas crenças é classificada sob a hipótese que a mortalidade ou a imortalidade sejam um estado de existência. Mas pensem bem: antes de um “momento de ouro”, nossa sensação de que nunca iríamos encontrar uma solução era apenas uma crença errônea. Semelhantemente a imagem distorcida que vemos no espelho é nada mais do que uma crença errônea. De igual modo, ser um mortal não é o estado de nosso ser. É apenas uma crença. O fato é que somos sempre imortais.
Na terceira seção desta Lição, Ciência e Saúde declara: “Em cumplicidade com o senso material, os mortais têm uma visão limitada de todas as coisas” (CS7, p. 255). Como se vê, a mortalidade é uma visão limitada, não uma condição do existir.
O ponto de vista mortal não é apenas limitado, é também contraditório. A Leitura Alternada (Tiago 3:11,12,17,18; 1:16-18, 23-25) abre com a observação de Tiago de que uma fonte não pode jorrar água doce e o que é amargoso. Todo raciocínio mortal leva a confusão e contradições. No entanto, a realidade imortal é totalmente coerente. A sabedoria do alto é pura—sem hipocrisia, mistura ou contaminação. É pacífica, gentil, tratável—todas qualidades de unificação em vez de divisão. Sua bondade e misericórdia é distribuída igualmente a todos, e é inabalável, firme e sem hipocrisia.
Não há variabilidade em Deus. Enquanto o sol brilha de um ponto tornando possível que surjam sombras e escuridão à medida que a Terra gira, Deus é Tudo, brilhando de todos os lados—de modo que as trevas são impossíveis. Deus espero que o homem criado à Sua imagem seja coerente também—não apenas ouvintes da palavra, mas fazedores.
Vejamos, então, os que esta Lição tem a nos ensinar sobre a diferença entre o ponto de vista mortal e a realidade imortal.


Seção 1: Quem você pensa que é?
Os mortais têm a tendência de pensarem de modo elevado a seu respeito. Orgulham-se de seu raciocínio e de sua ingenuidade em sobreviver e lidar em seu meio ambiente. Modernos avanços nas ciências e na tecnologia têm levado muitos a crerem que não há mais necessidade der crer em Deus, ou mesmo de que Deus provavelmente nem exista.
O livro de Jó desafia essa arrogância: “Seria, porventura, o mortal justo diante de Deus? Seria, acaso, o homem puro diante de seu Criador?” (B1, Jó 4:17). O fundador metodista John Wesley (1703-1791) parafraseia: “Seria o homem mortal e miserável (isso é o que significa a palavra ‘enosh’) tão insolente? Não, ficaria (geber) o mais forte e iminente dos homens, em competição com Deus?”.
Isaías aconselha que paremos de confiar no adão—ou seja, um mero humano (B2, Isa. 2:22). O que pensamos sobre nós, que sejamos mortais fracos ou fortes? Ou mesmo como seres humanos? O salmista viu o homem sob outra luz—como exposto maravilhosamente em B3 (Salmos 139:14). Albert Barnes (1798-1870) elabora em torno do tema:
“A ideia é de que [o salmista] era ‘distinguido’ entre as obras da criação, ou tão separado de outras coisas em seus dons a ponto de elaborar em sua mente um sentido de admiração. Ele fora criado diferente de objetos inanimados e de criação bárbara; ele foi criado ‘assim’ em toda estrutura de sua armação, como para encher a mente com admiração”.
A teologia tradicional considera essas maravilhosas distinções em termos da complexa organização da forma humana. Por mais maravilhosas que sejam, ainda são uma visão mortal. Na Ciência Cristã damos um passo a frente—o homem é criado ‘temerosa e maravilhosamente’ porque ele é espiritual e imortal.
Nosso livro texto afirma inequivocamente: “A imortalidade não está delimitada pela mortalidade” (CS1, p. 301). Parece quase uma tolice pensar que algo infinito possa ser confinada numa forma finita. Igualmente impossível é tentar aprender sobre a imortalidade por meio de métodos eclesiásticos, humanos, físicos ou materiais (CS2, p.98). Concepções mortais limnitadas são incapazes de compreender coisas espirituais. A crença de uma mente humana nunca fica satisfeita com seus achados porque vê tudo através de um espelho distorcido e sujo da crença mortal (CS3, p. 258).
A visão imortal nos diz: “O homem é mais do que uma forma material com uma mente por dentro, que tem de escapar do seu ambiente para ser imortal” (CS3). O homem não contém a infinidade; ele a reflete.

Seção 2: O poder transformador da Verdade
Uma vez que você alcance uma visão imortal do homem, nunca mais se satisfará com uma visão material. Paulo nos diz para não mais enganarmos a outros e a nós mesmos a respeito de quem somos. Como cristãos pusemos de lado o velho homem—a visão mortal—e temos compromisso ao novo homem—ou imortal (B4, Colos. 3:9,10). O homem imortal é a imagem de Deus. Considerando o esforço cristão de revestir o novo homem, o pastor contemporário Mark Dunagan, da Quinta Igreja de Cristo em Beaverton, Oregon, escreve: “O antigo ser é para ser descartado, não porque Deus seja contra “diversão”, mas porque Deus tem uma vida melhor, um caráter melhor, para nós desenvolvermos ... O modelo de função para o cristão é o próprio Deus. Enfrente essa! A medida padrão para esse processo de renovação, a imagem pela qual devemos nos empenhar, é a própria natureza moral de Deus”.
Nosso compromisso de abraçar a visão mais elevada tem um efeito transformador em nossas vidas (B5, 2Cor. 3:18). A referência de Paulo a contemplar a verdadeira imagem com “rosto desvendado” tem um significado particular, como explica Adam Clarke (c. 1760-1832):
Os judeus viam a face resplendente de Moisés através de um véu ... o que impediu que o reflexo ou brilho caísse sobre eles; assim essa glória brilhou apenas no rosto de Moisés, e não recaiu sobre o povo. Enquanto que a glória de Deus na face de Jesus Cristo, brilha como num espelho que reflete a imagem sobre os crentes cristãos, de modo que eles são transformados na mesma imagem ...

Hoje em dia somos implacavelmente inundados pela imprensa, por ondas eletrônicas e em telas de todos os tamanhos, com pesquisas que tentam dominar-nos a crer na visão mortal das coisas. Francamente, teríamos poucas chances de opor-nos a essas pressões só com nosso esforço. Graças ao Amor divino que está ativamente destruindo as crenças mortais em nosso auxílio (CS4, p. 305). Por mais intimidante que pareça a tarefa, por meio da ação da Verdade o caos das crenças mortais está cedendo lugar à harmonia da realidade imortal.

Seção 3: Mantenha-se focado na luz
Temos que começar olhando na direção certa. Ter um “olho único” (B6, Mateus 6:22–24) é ter singularidade de propósito. Clarke diz que o ensinamento de Jesus é “uma metáfora para indicar simplicidade de intenção e pureza de afeto com a qual os homens devem buscar o bem supremo”. A menor distância entre dois pontos é uma linha reta. Por isso, só faz sentido que fiquemos concentrados em nosso destino. Jesus também diz que não podemos servir a dois mestres. Então temos que manter nosso olhar sobre as coisas espirituais e reconhecer que não podemos nos mover simultaneamente em direções opostas. O salmista sabe a direção que ele quer ir, e suas visões estão fixadas na imortalidade (B7, Salmos 57:7,8).
A analogia de Paulo no Texto Áureo promete que, mesmo que agora vemos a imortalidade muito vagamente, nós iremos ver isso claramente. Vimos a conexão entre a iluminação de Moisés coberta por um véu e a reflexão de Jesus sobre a luz plena. Da mesma forma, o nosso olhar único não só nos permite ver claramente, mas também nos permite refletir melhor essa luz.
Já ouvi dizer: "Para cada" sim "há um" não "e vice-versa. Se estamos dizendo "sim" à imortalidade, também estamos dizendo "não" à mortalidade. Mas os mortais, estando na escuridão do caos, estão sempre tentando ir nos dois sentidos (CS6, p. 346). Isso se deve ao pacto mortal que deprecia a “Deidade com conceitos humanos” (CS7, p. 255). Quanto mais dizemos “sim” às crenças mortais, mais se torna fraca a nossa visão da luz. É como cobrir uma janela com sujeira. A Sra. Eddy nos incita a manter limpas as janelas da nossa consciência para permitir que a luz entre em ambas as direções (CS8, p. 295). À medida que nossa compreensão avança, não mais iremos olhar para os modos e meios materiais a fim de encontrar a verdade, e nos elevaremos do mortal para o imortal (CS9, p. 256).

Seção 4: Humildade e Purificação
Até aqui vimos que os mortais não têm uma imagem acurada do homem como imagem de Deus. Contudo, o homem mortal, em geral, se orgulha de sua ilusão. Vivendo num constante estado de contradição, ele sempre olha a lugares errados na busca de respostas, e nunca fica satisfeito. Mas, se mantivermos nosso foco na imortalidade, veremos a neblina se desfazer na medida que nossa percepção aumentar.
Desafortunadamente, muitas vezes os mortais aprendem pelo modo mais difícil. As três próximas seções da Lição são casos em questão.
A Bíblia diz que Deus ergue os que se humilham aos Seus olhos (B8, Tiago 4:10). As Escritruras nos instruem que se virmos alguém agindo mal, nossos esforços por corrigi-lo devem ser feitos “com espírito de brandura” (B9, Gál. 6:1). Isso, em si, é um desafio porque os mortais usualmente gostam de apontar para os erros dos outros. Para oferecer adequadamente uma correção é necessária uma abordagem amena. De acordo com Clarke, o uso da palavra “restaurar” é metafórica para o toque gentil de um cirurgião pondo um braço deslocado no lugar. Além disso, ser ‘ultrapassado’ por uma falta significava que a infração não era premeditada, mas sim um puro engano, ou erro de julgamento. Por isso o malfeitor devia ser considerado ternamente. É a diferença entre ver alguém como uma má pessoa, em oposição a ver uma boa pessoa boa fazendo um ‘malfeito’.
Naamã (B10, 2 Reis 5:1-3,9-14) tinha muito para se orgulhar quanto a realizações militares, mas tinha um problema com o orgulho. Uma serviçal da esposa tinha uma preocupação genuína com seu captor. Ela poderia ter pensado que seria um bom castigo a Naamã por capturar israelitas. Mas ela foi movida por um genuíno senso de bondade e pureza. Seja por causa de seu status, ou basicamente por uma falha de caráter, Naamã ficou indignado por não ter Eliseu vindo pessoalmente a ele, e tratá-lo com deferência e respeito.
A história implica que Naamã necessitava de uma limpeza de arrogância—que a doença estava ligada ao seu caráter. Quando sofremos de algo, acaso costumamos olhar por um elo entre a condição física e alguma falha de comportamento? Temos que ter cuidado quanto a isso. Não queremos dar inadvertidamente, uma causa à doença. Devemos também lembrar-nos de que a doença nunca é física. Os sintomas físicos são só distrações que nos fazem pensar que um problema seja físico. Todo raciocínio mortal é cheio de falhas.
A Sra. Eddy, em vez de fixar-nos nas condições físicas, ela nos mantém focados no crescimento espiritual. O que mais necessitamos é ... “crescer em graça” (CS10, p. 4). Também “precisamos de um corpo limpo e de uma mente limpa” (CS11, p. 383). Nosso livro texto classifica os mortais sem meias-palavras: “Os mortais são egotistas” (CS12, p. 263). O homem imortal, por seu lado, é paciente, humilde, amável, e mais interessado em olhar para longe de si em favor das necessidades de outros. Pensar espiritualmente e abandonar a crença em mais de uma Mente, nos habilita a ver mais claramente que o homem é a semelhança de Deus (CS13, p. 191). É dizer: “Sim” à imortalidade.
A justificação própria obscurece a verdadeira visão do homem e inibe a cura. Para utilizar o poder da Verdade precisamos exercitar humildade e mansidão. Assim tiramos nosso eu do caminho—tornamo-nos mais transparentes para a Verdade (CS14, p. 179). Até mesmo a menor compreensão é capaz de elevar nossa moral e bem-estar físico. Com essa visão, nosso livro texto diz que: “aumentará a longevidade, purificará e elevará o caráter” (CS15, p. 492).

Seção 5: Fazendo ajustes
Como já dissemos, os mortais costumam olhar por satisfação na direção errada. Dizer “sim” à visão mortal, obscurece nossa visão (B11, Isa 55:2). Isaías nos lembra da futilidade de olhar por coisas materiais para satisfação. Barnes observa: “A mente imortal não se satisfaz com riqueza, prazer ou honra. Nunca se satisfez. Onde está o homem que se satisfaça com sua riqueza, e que diga ‘chega’? ... Há uma consciência de que a alma foi criada para propósitos mais elevados e nobres, e que nada a não ser Deus possa satisfazer esses desejos ilimitados”.
Por contraste, o salmista reforça as bênçãos de uma visão mais elevada (B12, Salmos 37:37). Uma das histórias mais conhecidas de desejos mal postos, é a história do filho pródigo (B14, Lucas 15:1,3,11-14,17,20-24).
Antes de mais nada, esse jovem egotista é um impaciente. Ele requer sua parte sem esperar pelo processo legal. Está na posição enganosa e imatura do perpétuo mortal que acredita seja possível ter liberdade sem responsabilidades, e felicidade sem merecer. Você já esteve numa tal posição? Caso positivo, deve ter percebido o engano.
Surpreendentemente, o pedido do jovem não era de todo incomum na época. Segundo Clarke, a opção de pedir resgate da herança antes da morte do pai era pleiteada como proteção aos filhos em caso de maus tratos por pais inescrupulosos. Em tais casos, primeiro o pai concordava, e depois o caso poderia levado a juízo. Se fosse verificado que o pai fosse de bom caráter, e que o filho não tinha razão para a demanda, o filho seria onerado com multa. Essa poderia ser a razão do filho ter tanta pressa em sair da cidade. Isso também revela que o filho, além de egoísta, era enganador.
O hovem vê sua riqueza esvair-se, e que depois disso, ninguém se importava com ele ou ajudava. Não se tem a impressão de que ele tenha conscientemente desperdiçado tudo o que tinha. Mas fora enganado com o engodo dos prazeres materiais, e não tivera nenhum retorno. Como geralmente é o caso, o sofrimento o moveu a auto-reflexões.
John Gill (1697-1771) descreve o estado mental desse filho:
“O homem que persegue prazeres mundanos, promete a si mesmo liberdade, ao que é escravo; ele arruina a si mesmo, sua alma, seu corpo e bens, e opta por seguir com eles em vez de desfazer-se; ele se compraz em enganar-se a si mesmo, e ver os outros fazendo o mesmo; ele proclama publicamente sua loucura, declara seu pecado, e se gloria nele.
As Escrituras nos dizem que do fundo de sua penúria, o jovem sofredor, voltou “a si”. Barnes nos diz que: “Essa é uma frase muito expressiva... geralmente aplicada a alguém ‘enlouquecido’, e quando se recupera dizemos que ‘voltou a si’. Hoje diríamos: ‘Momento aha!’ ou como mencionamos no começo, um ‘momento dourado’. Ao perceber sua insensatez, o jovem se arrepende, e para seu crédito, tem a humildade de reconhecer seu engano, e voltar para casa, mesmo que fosse aceito como servo.
O pai o esperava ansiosamente e corre até ele, o abraça, e restaura seu pleno estatus de filho. Além de dar-lhe vestimenta e um anel, ambos sinais de riqueza e dignidade, o pai lhe dá calçados. Embora tenha voltado, disposto a ser um servo, seu pai o recebe como membro da família, pois servos não usam calçados, só os membros da família. O pai prepara uma celebração pois seu filho havia retornado do beco do pensamento mortal para a segurança e imortalidade que preservam a vida.
Eddy reconhece: “A perda das esperanças e dos prazeres terrenos ilumina, para muitos corações, o caminho ascendente” (CS16, p. 265). As parábolas de Jesus nos ensinam a necessidade trocarmos o pensamento basedo na matéria pelo senso espiritual do existir (CS18, p. 41).
A citação CS19 (p. 114) suscita um ponto importante: “O que se chama matéria é apenas o estado subjetivo daquilo que a autora denomina mente mortal”. Notem que, aqui, matéria é o termo para um estado subjetivo de outro termo—mente mortal. Nem a matéria, nem a mente mortal são reais no sentido espiritual. São apenas termos para estados subjetivos do pensamento.
Naquilo que ela chama de “Translação Científica da Mente Mortal” (CS20, p. 115) Eddy especifica três graus. Novamente, devemos ficar cientes de que estes são apenas termos para fins de discussão. Não são níveis de existência. Cada um de nós entretêm um dos traços e qualidades mencionadas nos vários graus, numa ou noutra ocasião, quando não simultaneamente.
Por exemplo, o filho da parábola estava agindo segundo os traços e perspectivas do primeiro grau; e quando voltou a si, exibiu algumas qualidades do segundo grau. Acho que a gente poderia dizer que demonstrou a qualidade de sabedoria do terceiro grau ao decidir em retornar para casa. Será que essa mudança de coração significava que teria se modificado para sempre, e separado dos comportamentos do primeiro grau? Provavelmente não. Todos nós escorregamos, de vez em quando. E se essa história fosse verdadeira, em vez de uma parábola, ele provavelmente teria mais coisas a vencer.
Se alguém deixar todos os modos mortais de pensar e agir, e passasse a viver totalmente as qualidades do terceiro grau, estaria despertando para a imortalidade. Como é apontado em nosso livro texto, quando expressamos exclusivamente qualidades do terceiro grau: “a mente mortal desaparece, e o homem, como imagem de Deus, aparece.”
Como chegar a esse ponto é mostrado na próxima citação: “Os mortais só precisam voltar-se em direção oposta ao pecado e desprender-se do ego mortal...” (CS21, p. 316). Quanto mais aderirmos a essa percepção, e demonstrarmos nossa relação a Deus, tanto mais próximos estaremos da compreensão de nossa imortalidade. Eis a questão—o fato de que sempre somos imortais! Nunca fomos algo menos. Eis a Ciência do fato—em realidade não há “nenhum desvio da harmonia nem retorno à harmonia” (CS22, p. 470). Tudo o que Deus cria é “perfeito e eterno ... inalterado em sua história eterna”. É a virada do jogo!

Seção 6: De Saulo a Paulo
Deveríamos entender que nem todos que se encontram fazendo coisas erradas, querem, na verdade, fazê-las, ou mesmo estejam cientes de estarem fazendo. Às vezes nossas intenções são boas. Em meu treinamento para capelão em instalações correcionais, fomos ensinados que as pessoas fazem as piores e as melhores coisas pelas mesmas quatro razões: a necessidade de amor, propósito, pertinência e reconhecimento.
Saulo estava fazendo o que ele supostamente devia fazer. Ele acreditava que era um bom fariseu! Mas, aliás, ele precisava de uma correção de curso em grande estilo. Após o encontro com a luz do Cristo, ficou cego. Um pouco antes, nestra mesma Lição, falamos que são os olhos a luz e que se essa luz for treva, todo o corpo estará em trevas. Embora muitos eruditos da Bíblia discutam sobre os aspectos físicos da cegueira de Saulo, e a subsequente cura, acho que se poderia dizer que a luz do Cristo trouxe à tona a escuridão para ser curada.
Saulo, com certeza, vivenciou uma mudança de coração, e percebeu que o que ele achava que eram coisas boas, na verdade, eram crimes contra seguidores de Jesus. John Gill segue na interpretação: “As escamas da ignorância a seu respeito, do pecado, do juízo, da lei, do Evangelho, e de Jesus como o Messias; e da descrença em si mesmo, do orgulho, malpícia, inveja, superstição e da intolerância, e do erro e falsa doutrina, tudo caiu de seus ombros após ser iluminado pelo Espírito de Deus ...”
Sabendo da fama anterior de Saulo, Ananias deve ter tido algumas coisas a vencer também. Mas, foi obediente à mensagem angelical que recebera, e, assim, atendeu o apelo por cura (B16, Atos 9:10-20). Saulo deve ter sentido uma boa dose respeito ao recobrar a visão, especialmente depois de perceber que uma de suas pretendidas vítimas—Ananias—fora o instrumento da graça de Deus.
O desejo de fazer as coisas corretamente abrirá o caminho para nós. Saulo pode ter sido mal orientado, mas seu desejo era nobre. Poder-se-ia imaginar que por suas atividades anteriores, ele mereceria nada menos do que ser preso e derrubado por suas atrocidades cometidas aos cristãos. De fato, durante seu encontro no caminho a Damasco, e consequente cegueira, é capaz que ele mesmo ficara desconfiado—ao lhe ser dito para ir à casa de um inimigo. Mas sua obediência em encontrar Ananias trouxe-lhe a cura. Como Eddy indica: “Ele reconheceu pela primeira vez a verdadeira ideia do Amor e aprendeu uma lição na Ciência divina” (CS23, p.326). Se você alguma vez cometeu um erro grave, você pode lembrar-se da experiência de Paulo.
Reformar o pecador e curar o enfermo é o que o Amor divino faz. Como já mencionado nesta Lição, o velho homem precisa ser substituído pelo novo. Nossa Líder usa a palavra “imolação do ego” como parte do processo. Literalmente, quer dizer pôr nosso ego no fogo. Logicamente, não precisamos fazer isso! Mas nós incineramos um falso senso de nós mesmos. Isso é desfazer-se do velho homem. Para testar nosso progresso Ciência e Saúde nos pede a considerar como anda nosso amor ao próximo. O modo egoístico deveria diminuir com nossa oração (CS25, p. 9). Nós—tal como Naamã, o filho pródigo e Paulo—deveríamos ‘reencontrar-nos’ pondo de lado os falsos traços da mortalidade, em favor da pura realidade da imortalidade (CS26, p. 409). Como diz nosso livro-texto: “O homem à semelhança de Deus, como é revelado na Ciência, não pode deixar de ser imortal” (CS27, p. 81).

Seção 7: Veja-o como é!
No TA Paulo referiu-se a ver nosso verdadeiro ser fracamente por um momento com a expectativa de que, finalmente, veremos e compreenderemos plenamente quem realmente somos. Encerramos esta Lição com o encorajamento de Isaías de que Deus não está fazendo nossas necessidades como se fosse uma corrida de obstáculos. Deus nos chamou por nossos nomes—nossa verdadeira natureza—e está pronto a receber-nos de braços abertos (B17, Isa 43:1,6), tal como pai do filho pródigo. E João nos diz que somos filhos de Deus agora mesmo—ainda que não pareça (B18, 1João 3:2).
Eddy nos diz que nossas naturezas imortais são verdadeiros “modelos do senso espiritual” e que este “transcende o senso material” (CS28, p. 16). Compreender o caminho na Ciência nos permite reconhecer nossa verdadeira natureza—vendo claramente todas as glórias da realidade imortal (CS29, p. 264). Então, façamos nosso trabalho para apressar nossos “momentos dourados” dizendo: “Sim” à imortalidade!

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A equipe de tradução para o português é composta por Ana Steffler, Ovídio Trentini e William Trentini. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.
Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.
Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link http://www.cedarscamps.org/metaphysical.



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